Bonecas e consciência social

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A Vila é cheia de projetos em torno da consciência social. É o caso das irmãs Joyce, Lucia e Cristina Venâncio e de sua loja de bonecas, a Preta Pretinha

Quando pequenas as três não entendiam o porquê de não existirem bonecas que fossem parecidas com elas, quase sempre esses brinquedos eram loiros com olhos azuis – uma reprodução de um corpo magro e esbelto.

A avó, Dona Maria Francisca, trabalhava dentro delas a questão de que a de cor pele não faz ninguém ser mais ou menos digno do que outra pessoa. Uma das maneiras que Dona Maria fazia para incentivar suas netas a mostrar orgulho da sua cor era comprar cabeças de bonecas na Rua 25 de março e envolve-las em meias de seda tingidas com a cor marrom, tendo assim uma boneca mais próxima da realidade das meninas.

A ideia marcou tanto Joyce e suas irmãs, nascidas e criadas na Vila Madalena, que no ano 2000 elas resolveram produzir bonecas de pano que seguiam o mesmo conceito utilizado por sua vó, e passaram a comercializá-las. 

Conversando com o JSP, Joyce explicou que a iniciativa não visava apenas sucesso financeiro, mas também uma maneira de trabalhar a inclusão social. Por isso, além das artesãs fazerem bonecas negras, passaram a colocar em suas vitrines bonecas das mais variadas etnias: asiáticas, ruivas, loiras e morenas.

Percebendo que suas bonecas estavam sendo utilizadas para alegrar crianças e também praticar a inclusão social, as irmãs Venâncio pensaram em uma nova proposta: começar a criar bonecos que retratassem pessoas com doenças ou algum tipo de deficiência. 

A elaboração dos brinquedos passaria a representar pessoas que não possuem algum membro, cadeirantes e até doenças como o vitiligo.

Hoje, os produtos da Preta Pretinha são um sucesso como diversão e também como objetos de arte educação. Além de loja, o espaço é ponto de cultura e recentemente passou a ser o Instituto Preta Pretinha. Que promove debates e palestras sobre inclusão social e educação infantil.

Caso você tenha interesse em conhecer os produtos ou colaborar com o instituto, basta visitar o espaço na Rua Aspicuelta, número 474, entrar em contato via Facebook, site ou pelo telefone (11) 3812-6066.



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